quinta-feira, 22 de abril de 2010

A nossa casa



A nossa casa é…a nossa casa. É o nosso último refúgio. É o último sítio que nos resta quando não há outro para ir ou estar. É, para muitos, o altar dos prazeres. Aqui se encontra o sossego, a identidade e,talvez, os que mais amamos. O Céu, afinal, pode ser na Terra, quando um Homem quiser.

Esta tela de grandes dimensões, feita nos finais dos anos 90, procurou ser, na linha da pintura de costumes, como Chardin, por exemplo, um retrato de um espaço privado onde tudo fala no mais profundo silêncio, ou como Vermeer que em ambientes cheios de luz e muita sombra encanta com tanta beleza estética.

Utilizando um único ponto de fuga e procurando criar um espaço profundo, cheio de objectos definidores de um tempo, de um gosto e de modo de estar e sentir, com a cores contrastantes em diferentes ambientes abertos e fechados, esta minha pintura foi realizada após um apurado exercício prévio de escolhas cromáticas, e de desenhos dos elementos da composição. História da Minha Pintura.

Recordo, de novo, hoje as palavras de Edward Coke:

“A casa de um homem é o seu castelo.”

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