quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Rotinas




Rotinas. É o nosso viver. Todos os dias fazemos as mesmas coisas. E assim passamos o tempo. E a vida também. E tudo acaba com a repetição dos mesmos gestos, das mesmas práticas, das mesmas expectativas. E o sabor da descoberta, do prazer das coisas belas passa tudo num ápice, quando passa. E por cá continuamos de rotina em rotina. Hoje por aqui. Amanhã por acolá. De rotina em rotina. Até ao fim. É a nossa sina. Dos crentes e não crentes.

Esta pintura em tela é o retrato de uma rotina. De uma viagem talvez para os sítios do costume. Para a rotina dos dias cinzentos. Para fazer esta obra recorri a instrumentos de rigor e utilizei a perspectiva com um único ponto de fuga para acentuar a profundidade e em simultâneo procurei que as cores, também elas, numa relação tonal, sugerissem os vários planos. Histórias da Minha Pintura.

Hoje trago palavras de Anne Noailles:

“Nada é real, a não ser o sonho e o amor.”

E vos deixo com a música sempre encantadora de Liszt: “Liebestraume.”


Sem comentários:

Enviar um comentário