domingo, 16 de maio de 2010

Todos os dias



Todos os Dias

Todos os dias
nascem pequeninas nuvens,
róseas umas,
aniladas outras,
nacaradas espumas...

Todos os dias
nascem rosas,
também róseas
ou cor de chá, de veludo...

Todos os dias
nascem violetas,
as eleitas
dos pobres corações...

Todos os dias
nascem risos, canções...

Todos os dias
os pássaros acordam
nos seus ninhos de lãs...

Todos os dias
nascem novos dias,
nascem novas manhãs...

Saúl Dias, in "Essência"



Esta tela é um olhar pela repetição dos gestos do quotidiano. Uma mesa, uma cadeira, um prato , um raio de luz que invade o espaço e, uma paisagem, que a porta entreaberta deixa ver. Tudo isto é um cenário tão igual e sempre, afinal, diferente. Como acontece todos os dias.

Esta pintura – da fase sintética-, é uma representação, onde o importante é a simplicidade formal e cromática num jogo puramente pictoral, cujo fim é a obtenção da imagem sugestiva e transmissora de valores estéticos. História da Minha Pintura.

E vos deixo, neste dia, igual a tantos outros, mas seguramente diferente, com uma das minhas paixões: Maria Callas e “O mio babbino caro”, uma obra de Puccini.

2 comentários:

  1. DIVINO. Tudo. A pintura, o poema e a música: tudo junto é um POEMA COMPLETO!

    ResponderEliminar