quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Quimeras





Gostamos. Gostamos tanto de acreditar em quimeras. Quimeras onde as fantasias de sonhos encantadores nos transportam para um mundo onde tudo é belo, e as rosas não têm espinhos. Esse mundo fantasmagórico é fruto do desejo de sonhar acordado, longe de tudo e até da realidade. Pobres dos que sonham com as quimeras. E são tantos. Tantos mesmo. Infelizmente ou felizmente.

Esta aguarela é o retrato de um mundo de rosas sem espinhos onde as quimeras se transformam em realidade, só possível, aqui, na imaginação de um pintor.

E vos deixo com as palavras de Robert Musil: “ O que não sabe o que quer, deve saber pelo menos, o que querem os outros.”

2 comentários:

  1. Lembrei-me do poema "Maria das Quimeras" de Florbela Espanca, in "Livro de Soror Saudade":

    "Maria das Quimeras me chamou
    Alguém.. Pelos castelos que eu ergui
    P'las flores d'oiro e azul que a sol teci
    Numa tela de sonho que estalou.

    Maria das Quimeras me ficou;
    Com elas na minh'alma adormeci.
    Mas, quando despertei, nem uma vi
    Que da minh'alma, Alguém, tudo levou!

    Maria das Quimeras, que fim deste
    Às flores d'oiro e azul que a sol bordaste,
    Aos sonhos tresloucados que fizeste?

    Pelo mundo, na vida, o que é que esperas?...
    Aonde estão os beijos que sonhaste,
    Maria das Quimeras, sem quimeras?..."

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  2. Lindo,este quadro!!!Que sensibilidade!!!

    Poema_quadro,para mim!

    Parabéns.

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