terça-feira, 12 de janeiro de 2016

O lado bom




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Pintura a mostrar nos meses de Fevereiro e Março em Torres Novas, no Atrás das Artes
 
 
 
Eu sei bem que há de tudo. O lado bom também. Agora resta-me aproveitar o que posso alcançar. E é muito. Não alberga muito sonho- confesso-, apenas desejos contidos. Mais uma vez vou aparecer com o meu trabalho na mesma procura de sempre: chegar aos outros, tanto quanto possível. Deixa-me triste o vazio e o silêncio que cerca muito do que me envolve, mas o país real é como é. Ponto. Gosto tanto da pintura, das suas gentes, dos ambientes e das expectativas. Detesto, contudo, outras envolvências. O mundo nunca é o que queremos. E eu não sou diferente. Agora focado na pintura retratista da intimidade feminina, os meus dias passam pintando com a paixão costumeira. E o resto é um olhar sentido, no silêncio, obviamente.
 
 
 
Brevemente vou expor algumas obras, que a seu tempo, aqui, irei explanar, porque a arte é para ser vista e contemplada pelos seus seguidores, neste jogo onde o real se confunde com a imaginação, em que o artista é apenas um observador da condição humana.
 
 
 
 
E vos deixo com as palavras de Fernando Pessoa, in Livro do Desassossego:
 
 
“Quanto mais diferente de mim alguém é, mais real me parece, porque menos depende da minha subjetividade.“


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