segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

As burkas estão a chegar



 
 
 
 
 
 
 
Viajei. Muito. Sobretudo pelo espaço europeu. E vi tanto de tanto: diferentes povos, culturas díspares, objetivos comuns: edificar o futuro, sem esquecer o passado. O Coliseu de Roma, a Capela Sistina, a Torre Eiffel, a Sagrada Família, Praga e arte sem fim em cidades mil. Adorei, obviamente. Fiquei mais rico. Espiritualmente. E, compreendi quanto é importante saber conciliar a vontade de acreditar em ideais sublimes, que enriquecem os valores maiores da condição humana, em prol de um presente conciliador e de um amanhã para os descendentes.
 
Mas temo que o que vi não tenha muito futuro, face ao que os números indicam. A realidade - porque todo o tempo é composto de mudança, e não necessariamente num sentido evolutivo do pensamento e do progresso científico – pode regredir nos seus valores e nos seus propósitos, face ao fundamentalismo que, muitos, ingenuamente, ou por preconceito, ou por radicalismo ideológico não querem ver com olhos de ver.
 
Toda a minha vida foi sendo feita com paixão no que fui acreditando a cada momento. A pintura surgiu como fonte inspiradora dos desejos e dos sonhos, num plano de afirmação, para que o registo do meu percurso fosse um modo de dizer que andei por aqui, saboreando a beleza, com liberdade e respeito, sem dogmas, nem sofismas, nem constrangimentos.   
 
Os tempos agora começam a ficar mais negros. Muitas são as nuvens indiciadoras de que o tempo é outro. Cada vez mais negro, porque as burkas estão a chegar.
 
 
 
 
E vos deixo com as palavras de Orwell , George:
 
 
“Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir.”
 
 


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