sábado, 7 de setembro de 2013

Dependente








 


João Alfaro

“Rati”, 2013

Pintura em tela ( em construção) 80x80 cm

 

 

 

 

 

Sempre fui dependente e sempre serei. Dependo da família; dos amigos; dos desconhecidos; dos sonhos. Simplesmente sou um dependente. Todas as manhãs quando bebo o meu café me sinto feliz pelo momento, pela gustação, pelo ato em si. De quando em vez penso naqueles que lá longe, não sei onde, em condições que nem imagino, tudo fizeram para que o café fosse um dom divino no meu palato. Vi sempre o mundo multicolorido, multicultural, diferenciado. Tenho medo, confesso, da violência. Daqueles que em nome dos fundamentalismos tudo destroem, quando o que é preciso é construir mais e melhor. Eu bem sei que é tudo muito complicado. Uma coisa é falar com a barriga cheia, outra é quando o pão falta na mesa. Também sei, que não é só uma questão de ter ou não ter, é, sobretudo, estar consciência ou não. Eu umas vezes julgo estar, outras talvez sim.

 

 

 

“Rati” é mais um projeto pictórico neste meu deambular pelo mundo  e pelas dependências. Hoje, como sempre, vejo na mulher a beleza, o encanto e a magia que me conforta e me dá alento. Brevemente irei expor algumas das pinturas que, aqui, tenho mostrado. Esta obra, ainda no seu início, fará parte da amostra, deste meu sentido modo de viver os dias, pintando como se a salvação do mundo e dos meus medos  fosse uma questão cultural. Ou talvez seja.

 

 

 

 

E vos deixo com as palavras de Carlo Goldoni que disse um dia:

 

“Discutir gostos é tempo perdido; não é belo o que é belo, mas aquilo que agrada.”

 




 
 

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 



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