domingo, 2 de setembro de 2012

Sem Tempo



 
 
Pinturas por concluir, 2012
 
 
 Fica sempre tanto por fazer nesta vida de certezas e de múltiplos enganos.


domingo, 26 de agosto de 2012

Momentos únicos

 



 
“Momentos únicos”, 2012
Pintura sobre tela, 60x100cm
 
 
Os momentos são todos únicos, mas uns são mais únicos, sobretudo, pela simbologia, pelo encanto e pelo êxtase.


domingo, 19 de agosto de 2012

Gostar








“Gostar”, 2012
Pintura sobre tela, 81x100 cm

 
Gostar de estar, de sentir, de desejar, de realizar, de comungar é, afinal, tão simples e singelo quando se tem com quem partilhar.


domingo, 12 de agosto de 2012

Quanto é doce






 
“Quanto é doce”, 2012
Pintura sobre tela, 81x100 cm




 
Um olhar. Um sorriso. Um silêncio. Um gesto. Um murmúrio. Um aroma. Uma palavra. Um toque. Um beijo. Um suspiro. Uma certeza. Quanto é doce.












domingo, 5 de agosto de 2012

À Beira-Mar










“À Beira-Mar”, Pintura sobre tela de 2012



 O que precisamos todos é de pensar e de falar das coisas boas. A virtude dos dias tórridos é de apaziguar os males e renovar as esperanças dos que ainda acreditam. A crença em dias melhores, dentro do possível, é uma obrigação. É um imperativo. O espírito lusitano com pouco faz muito, e, nem sempre com o muito multiplica. Haverá continuamente injustiçados, azarentos e inconformados. Paciência. Mas nem tudo é negro nem celestial. Enquanto o Estado Social não cair de podre, vamos cantando e rindo entre fantasias e utopias: uns acreditando que do ar se faz ouro; outros julgando que o mal só acontece aos desgraçados do costume. E eu, aqui, vou pintando numa espiral de ilusão. Com muita entrega procuro criar um universo plástico, onde o belo tem lugar entre os considerandos. Os dias passam, os anos também. As memórias diluem-se entre tantos episódios. Agora, o que interessa é que o sol aquece, os dias estão lindos, o mar convida, e a tristeza fica para depois.


E vos deixo com as palavras de François La Rochefoucauld que disse um dia:


“Quando não encontramos o repouso em nós próprios, é inútil ir procurá-lo noutro lado.”



domingo, 29 de julho de 2012

Férias exóticas










“Dançarina”, Pintura sobre tela de 2012


Aqui, neste país à beira mar plantado é chegado o momento - para alguns - de saborear os prazeres do verão, as vantagens do calor e do repouso que traduzem o período estival e, sobretudo, esquecer um ano de trabalho. É frequente ver outro encanto nos rostos, nas posturas e nas expectativas quando o sol aquece. Todos ficam diferentes. Depois logo se vê. Agora é a fase dos prazeres e dos sabores: das viagens, das diferenças comportamentais, dos desejos. Como é belo sonhar. E nada mais interessa. Até ao despertar do desencanto.

Viajar é ir em busca de algo novo. Há os que procuram a preservação da natureza e as belezas ainda existentes de um passado que se quer prolongar; há os que buscam a inovação e tudo o que a modernidade tem para dar. Estes dois modos de descoberta procuram o exótico, o diferente e, naturalmente, o mistério da vida e das coisas.

E é nesta mescla de descobertas, viagens, desejos e sonhos que o exotismo ganha relevo: nunca se viajou tanto; nunca tantos comungaram diferenças culturais como hoje; nunca tanta gente conheceu tanto em tanto lado. E, no entanto, as guerras continuam. E há os que gostam de copiar, de adulterar outros modos de ver e sentir. Bem longe, ou tão perto se faz igual, como se fosse possível transpor a História e as tradições numa aparência visual. É o que acontece, neste mundo de enganos. Como é bom fingir que a vida é bela.

E de mentiras se constrói o caminho, porque tudo é breve. Aqui vai um, ali outro e todos, todos vivendo ou desejando exóticos destinos e vivências felizes, numa fantasia de enganos, que é, afinal, o que se vive, sobretudo, nos dias tórridos de verão…


E vos deixo com as palavras de William Shakespeare que disse um dia:

“Se todo o ano fosse de férias alegres, divertirmo-nos tornar-se-ia mais aborrecido do que trabalhar.”
  

domingo, 22 de julho de 2012

O espelho








“Quem é mais bela do que eu?”, Pintura sobre tela de 2012

O espelho mostra-nos o lado exterior de nós próprios. É um dos modos de nos reconhecermos fisicamente num mundo de gente semelhante e, curiosamente, todos tão singulares. É verdadeiramente mágico que na imensidão humana se consiga ser diferente, mesmo tão iguais na aparência. Tanta gente. E há qualquer coisa em cada um de nós que nos distingue e diferencia. É maravilhoso que assim seja, no entanto, porque cada pessoa é única, e, por isso, insubstituível, as mágoas são muitas quando alguém parte…
E o espelho é, também, o palco das vaidades em que se procura ver o corpo belo, para obedecer aos rigores estéticos do momento, mas não há formosura que resista ao tempo…
 

Quanto ao nosso lado interior não há espelho que mostre o que nos vai na alma, embora os olhos digam muito, porque são um indicativo de alegria ou tristeza. Felizmente que há um cantinho, dentro de nós, só nosso, onde guardamos os segredos e as lamentações... dos “pecados” ou da falta deles. Bem longe dos espelhos...


 
E vos deixo, mais uma vez, com as palavras de Fernando Pessoa que disse um dia:

 “Do indivíduo temos de partir, ainda que seja para o abandonar.”