
É mesmo assim. Acontece. Acontece simplesmente. E ao acontecer, por acaso, tudo pode mudar. Até a vida. A vida de todos nós. E tudo acontece por acaso. O ir por aqui e não por ali faz toda a diferença. A diferença de uma vida. A nossa vida. É tão simples como tudo acontece, no entanto, é tão complicado resolver o depois. O nosso destino é, tão só, a sucessão de acasos, que pouco a pouco foram construindo o percurso da vida. Conhecemos e desconhecemos pessoas e situações por acaso. Basta um instante para estar, ou não estar, no sítio certo, ou, no sítio errado. O acaso é isso mesmo. Sem nada fazer prever, vivemos ou não, um acontecimento feliz ou catastrófico. É o acaso que traça este nosso viver e dele optamos umas vezes bem, muitas outras mal. É mesmo assim. O acaso.
Esta aguarela retratando o mar e as ondas serve hoje de meditação sobre o acaso da vida.
E vos deixo com a música sublime de Gustave Mahler que descobri ouvindo a antena 2, e os apaixonantes programas radiofónicos de António Cartaxo. Aqui com a direcção de Bernstein : Adagietto Simfonia 5.