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domingo, 14 de junho de 2009

Livros







A evolução do mundo resulta, em primeiro lugar, da natureza humana; depois, depois outros factores contribuíram para que, hoje, se viva como se vive. Nuns sítios bem, noutros pessimamente mal. - E porquê? As justificações são mais que muitas. Das razões maiores, para compreender o progresso, encontro o saber acumulado. Essa transmissão de conhecimentos, que se pode fazer de modos diferentes, encontrou a forma ideal de comunicar, passando de geração em geração, através do livro. E, foi o papel, esse material milenar inventado pelos chineses, que criou as condições para a divulgação do saber.

O livro foi durante séculos o veículo por excelência do combate à ignorância e ao despotismo. Ainda hoje, apesar do aparecimento da internet, continua a ser (o livro) uma das muitas formas do saber. Apesar do seu inquestionável interesse e importância, a sua aquisição, continua a não ser acessível a muitos dos mortais. Desgraças à parte, o livro está em todo o lado e, com conteúdos para todos os gostos. Graças a ele -o Ocidente - vive como vive.

Como homem da imagem, acabei também por dar o meu contributo a uma das maiores invenções de sempre – o livro. Modesta, sem dúvida, a minha participação na decoração de trabalhos editoriais, mas sempre orgulhoso, porque digam o que disserem, para mim, um livro é, será sempre, um objecto cultural. Ele é o cheiro, ele é a forma, ele é o conteúdo, ele é a substância que nos transporta para outros mundos, para outra realidade.

Esta fotografia mostra alguns dos mais recentes trabalhos que fiz na promoção e divulgação da palavra e da imagem.

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Livros de Registos


Gosto, de quando em vez, de escrever para me situar e questionar. O acto da escrita é, para mim, muito sofredor. Por razões que se prendem com a minha própria forma de ser e estar, vivo a vida com o dramatismo e o pessimismo inadequado de quem não tem queixas substanciais da existência. Eu sou assim.
As palavras no acto da escrita são rápidas, não demoro a expor as minhas ideias e a passar para o papel o que penso. Sou até, reconheço, precipitado naquilo que faço. Quase sem reler coloco de imediato o que escrevo na internet, e, depois é que vejo os disparates que fiz. Vou então a correr emendar a palavra que falta ou a letra que aparece no sítio errado. Peço perdão. Nasci distraído e distraído serei sempre.
Com os defeitos e tudo de mau que encerro em mim, eu gosto de expor o meu pensamento sobre o que me interessa e motiva.
Um dia entrei numa loja e vi uns cadernos pequenos e, logo aí, um súbito desejo da escrita em mim brotou. Nasceram as minhas “Considerações Estéticas”. Escrevi e escrevi sobre toda a problemática envolvente do meio artístico. Tudo o que nasce, também acaba. Quando os meus apontamentos se transformaram não em análises sobre a arte, mas sim, sobre as minhas lamentações e infortúnios artísticos deixei de escrever. Acabaram as “Considerações Estéticas”.
Esta fotografia retrata os livrinhos onde anotava os meus trabalhos e fazia breves juízos críticos e, também, as ditas “Considerações Estéticas”.