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domingo, 18 de outubro de 2009

Modas






A característica dominante do nosso tempo é a moda. Tempo de consumo e de cansaço. Tudo é fruído e gasto no instante. Tudo é tão volátil. Nada somos. Nada valemos. Infelizmente é assim mesmo. Tantas canseiras, tantas lutas, e, tudo passa. Tudo acaba. A moda de hoje é uma força dominante, no entanto, já amanhã, outra moda, outros desejos, outros intérpretes, outros caminhos levam-nos para novos rumos. E aqui estamos levados na onda do tempo e do esquecimento.

Estes desenhos procuram retratar a(s) moda(s) do estar e sentir que nos levam a ter posturas de acordo com as circunstâncias, o meio, e a aparência social que o mercado dita. Os meus desenhos são, quase todos, sem a presença do modelo e parcos em cores. O meu objectivo primordial é a descoberta das formas e a construção de cenários, para mais tarde pintar em tela. Histórias da Minha Pintura.

E Henry Miller, conhecido pelo seu modo boémio e excêntrico disse:

“Cada momento é de ouro se o soubermos reconhecer como tal.”

E vos deixo com a voz de um cantor fora de moda em “Love Me tender”: Elvis Presley.



sexta-feira, 12 de junho de 2009

Os meus cadernos


Estes são alguns dos meus blocos de desenho. Aqui começo por conceber ideias para os projectos no âmbito das artes plásticas. Gosto de registar em locais que me sirvam de orientação e estudo permanente. O desenho é quase diário, aqui no papel, para o conseguir, muitas vezes faço só uma linha ou outra. Não posso parar porque nenhum atleta ganha corridas se não treinar todos os dias.
Aqui faço a minha história e a história dos meus desejos. Uns consigo concretizar, outros jamais os farei. É a vida. Quase sempre utilizo um só meio riscador. As cores são raras. A linha é a figura principal destas folhas. Linha a linha as formas surgem e as ideias ganham consistência. Esta é a minha forma de trabalhar. Primeiro o desenho e depois a pintura. Assim é o meu método igual a tantos outros, do passado e do presente.

Desenhos dos Cadernos


Não resisto a um qualquer suporte onde possa legalmente desenhar. É na areia da praia, nas janelas húmidas, nas toalhas de papel das mesas dos restaurantes, é no pó, é em todo o lado que com o dedo faço linhas e linhas e delas nascem as minhas figuras, os meus amigos, os objectos, as casas, enfim, o meu mundo.