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sábado, 31 de outubro de 2009

Contos de fadas




Há o mundo real. O nosso mundo. O mundo das rotinas; das guerras; das golpadas; das intrigas; do faz de conta; dos dias felizes; dos tristes dias; disto e daquilo. Há, também, o mundo da fantasia e da fuga, ou seja, o mundo da imaginação e do sonho: mundo dos castelos com os príncipes e princesas eternamente felizes e belos; dos jardins floridos, dos amores infinitos. Enfim, contos de fadas para esquecer o mundo real. O nosso mundo.

Esta aguarela é um passeio pelo sonho do mundo irreal que todos gostaríamos de viver, todos os dias. Este trabalho, feito na série dos “Jardins Alados”, procura, com minúcia e quase pontilhismo formal, numa exuberância cromática, criar um ambiente muito próprio. História da Minha Pintura.

Hoje lembrei-me das palavras de Pascal Blaise:

“A imaginação tem todos os poderes: ela faz a justiça, e a felicidade, que são os maiores poderes do mundo.”

E vos deixo com a música de Tchaikovsky e o bailado “Quebra-nozes” que a todos encanta pela beleza, suavidade, elegância e fantasia.



quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Bancos de jardim



Os jovens, porque são jovens, procuram o espaço no jardim romântico para o aconchego dos primeiros amores que são sempre tão doces e memoráveis eternamente. E porque a vida é feita de episódios felizes e outros não, o banco de jardim é, por excelência, o melhor local do mundo para recordar, in loco, episódios vividos por todos nós.

Esta aguarela procura retratar o sentir de um jardim que, como todos os jardins, tem as suas histórias. Aqui, num trabalho feito para ilustrar a temática do amor, escolhi como referentes a natureza, a fonte, o gato e os jovens. Mais uma vez, procurei, criar, plasticamente, um ambiente de intimidade pública, com as cores e as formas que me são familiares. Histórias da Minha Pintura.


Recordo as palavras de hoje François La Rochefoucauld:
"O prazer do amor é apenas amar e sentirmo-nos mais felizes pela paixão que sentimos do que pela que inspiramos. "

E vos deixo com uma voz de Anna Netrebko cantando "Je veux vivre" da Ópera de Gonoud: "Romeu e Julieta"que, como se sabe, acabou em tragédia.



sábado, 24 de outubro de 2009

Sonhos





Acontece a todos: sonhamos. Sonhamos com realismo e com fantasia. Sonhamos ora conscientes, ora conscientemente inconscientes. E por cá andamos com mais sonhos e menos realizações. Umas vezes crentes, outras, pelo contrário, totalmente descrentes. E a vida continua, todos os dias, independentemente dos nossos sonhos. Sonhemos pois.

Esta aguarela é um sonho, que como todos os sonhos, não se explica: sente-se. Para fazer este trabalho servi-me de um modelo que, mercê do seu sentido da pose, me inspirou para a série de desenhos e aguarelas sobre o sonho. Histórias da Minha Pintura.

Recordo hoje a poesia de Gastão Cruz, in “Órgão de Luzes”:
O Caos do Sonho

“Estou deitado no sonho não
Perturbes o caos que me constrói
Afasta a tua mão

das pálpebras molhadas
Debaixo delas passa
A água das imagens.”


E vos deixo com a música de Monteverdi em “Zefiro torna” e a voz de Jaroussky.



domingo, 28 de junho de 2009

Luas


Esta aguarela é uma homenagem a todas as mulheres que vendem o corpo nas noites de luar.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Alegrias e Tristezas






Neste cruzar constante, onde o planeta é cada vez mais pequeno, conhecemos tanto. Tantos se cruzam no nosso deambular citadino e caminheiro em busca do elixir. Uns tornam-se nossos; outros, tão próximos de nós, estão porém distantes pelo não saber daquilo que nos une. Aqueles que acabam por fazer parte da nossa roda de conhecidos, amigos e companheiros são afinal o nosso universo. Parecem muitos e são bastantes nas alegrias do prazer; mas tão poucos nas desgraças da dor.