
Fernando Pessoa encanta-me com a sua poesia que está sempre tão presente quanto pinto e escrevo. Recordo hoje mais um dos seus poemas extraído do “Cancioneiro”:
Durmo. Se Sonho, ao Despertar não Sei
Durmo. Se sonho, ao despertar não sei
Que coisas eu sonhei.
Durmo. Se durmo sem sonhar, desperto
Para um espaço aberto
Que não conheço, pois que despertei
Para o que inda não sei.
Melhor é nem sonhar nem não sonhar
E nunca despertar.
Esta minha pintura é a temática do presente. Trabalho por fases e, neste momento, interessa-me retratar o dormir e a privacidade inerente ao acto em si. Aqui, o modelo numa postura descontraída e num contexto intimista, com cores suaves e aconchegantes, servem os meus propósitos de representação. História da Minha Pintura.
E vos deixo com a música de Frederic Chopin e “Nocturno in E Flat Maior, Op. ) Nº 2”.




