segunda-feira, 3 de abril de 2017

Mais um passo









De novo, em outra caminhada, com projectos já na calha, depois de terminada mais uma exposição, desta feita colectiva, em que cada um teve um espaço próprio, ficando assim bem explícito o trabalho de uns e de outros separadamente. E porque é necessário continuar a acreditar que há tanto ainda por fazer, já estou envolvido na criação de obras com fins diversos. Nunca é demais dizer que é aliciante ter sempre desejo de criar peças que transportem consigo  cargas simbólicas de infinitos imaginários. Mais um passo e outro e mais outro esperam por mim, todos os dias, na rota da (minha) pintura.


Agora mais do mesmo: trabalho persistente e rigoroso ( horário fixo )  mais crença, bastam para querer ir por aí em busca de algo. Preciso, como de pão para a boca, de me envolver em episódios artísticos, em que a solicitação é uma constante e, a ambição de corresponder ao pedido, um dever. Depois é feito o juízo final, em que se mantém obrigatoriamente a saudável teimosia de não parar e estar na crista da onda do pintar, mesmo que seja sempre na solidão do atelier.


Desenhar e pintar, em simultâneo, é uma norma, para que haja um exercício permanente, dado que todo o trabalho artístico é exigente e impulsivo, pois não há como dar passos senão na exigência.





E vos deixo com as palavras de Vergílio Ferreira, que um dia disse, in “ A Solidão do Artista”:




“Diz-se às vezes de certas pessoas, e para isso se reprovar, que têm dupla personalidade. Mas dupla ou múltipla têm-na normalmente os artistas....”


terça-feira, 28 de março de 2017

Lembrado ou, talvez, não













Não há fome que não dê em fartura, como diz o ditado popular. Tenho fases de muita exposição pública e depois um recolhimento. Sou assim: não gosto de estar muito presente. Cultivo o silêncio e o parco convívio. Não sei como é possível estar em tanto lado ao mesmo tempo e apresentar obra. Eu vejo-me grego para fazer o que tanto gosto. O tempo nunca me chega, por muito espartano que seja, na gestão horária. Os dias correm demasiado depressa. As manhãs voam e eu começo bem cedo ( para aproveitar a luz do dia) a trabalhar na arte das cores. E a vida passa, num ápice, entre as tintas, os sonhos e, as angústias. E é já no domingo que encerra a exposição na Levada, em Tomar, “13 Luas”.




 Acaba a primeira de muitas ( espero eu) exposições de artes plásticas naquele espaço onde se mistura o passado industrial com a arte moderna, em que uns são mais modernos que outros, mas todos, mesmo todos, querendo mostrar que a vida artística está bem viva e recomenda-se. Para o próximo ano há mais, segundo promessa da edilidade e, até lá, é preciso ir trabalhando para que a inovação surja e novas ideias pictóricas se tornem realidade, porque só com dedicação constante e muita entrega se descobrem novos caminhos e, é só na procura persistente do belo  que se alcança o imaginário e os dias sorriem, tudo isto para que faça algum sentido a nossa existência e talvez lembrança pelos vindouros, embora o que conta mesmo é o instante.






E vos deixo com as palavras do poeta Teixeira de Pascoaes que um dia disse:



“Existir não é pensar: é ser lembrado.”

terça-feira, 21 de março de 2017

Aqui e agora

















Num espaço inovador mistura-se a arquitectura industrial e os equipamentos das máquinas que, em tempos idos, transformaram cereais em farinha, com arte contemporânea.  São muitas as pessoas que revisitam o espaço em busca, sobretudo, de memórias do passado, em que o operariado era o motor da economia, embora débil e periclitante.


E é com visitantes conhecedores deste local que na Levada, em Tomar, a exposição “13 Luas”, albergando obras de dez artistas mostra, neste primeiro ano - o projeto é para anualmente realizar-se uma exposição -, um conjunto heterogéneo de obras, com o propósito único de criar um elo entre os artistas, numa relação em que a arte se mostra em locais aparentemente caóticos, com outros públicos e novos interesses.


Os artistas devem congregar-se em projetos para que estejam sempre envolvidos em novas iniciativas, para que faça algum sentido tanta criação constante de obras, que são, afinal, o retrato de um tempo, em que se pretende ilustrar a motivação e o fascínio que é conceber um produto de interesse, quantas vezes...duvidoso.






E vos deixo com as palavras do filósofo/sociólogo e músico Theodore Adorno que um dia disse:



“A tarefa actual da arte é introduzir o caos na ordem.”




segunda-feira, 13 de março de 2017

Dias cheios




























Enquanto não vem a tempestade, é preciso aproveitar o tempo e usufruir do bom que a precariedade da vida nos dá. Tantos eventos, uns a seguir aos outros, numa busca constante para lutar contra a escassez que bate à porta no cronómetro do viver. É a exposição colectiva de Tomar que está patente até ao final do mês na Levada; é o almoço com música do sertão nordestino em que o convívio é o mais importante; é o passeio pela capital do norte descobrindo pedaços do passado; é o renascer dos contactos culturais onde as artes plásticas dominam por excelência; é o reencontro com artistas e suas gentes. Dias cheios, sem dúvida.








E vos deixo com as palavras do poeta, ensaísta e crítico francês Paul Valéry, que um dia disse:





“As coisas a propósito das quais encontramos mais depressa as mais justas e vigorosas palavras, são certamente aquelas que estamos vocacionados para fazer ou para aprofundar.”


segunda-feira, 6 de março de 2017

Colectiva



















Com muita gente, na inauguração, mais uma exposição para recordar. Confesso que estou um pouco cansado de mostrar individualmente o meu trabalho pictórico. Quando se trabalha em grupo há vantagens consideráveis e, como sempre, algum desconforto, porque acertar ideias e atitudes convergentes não é para todos, e há sempre quem queira ser diferente, quando o princípio maior seria a paridade. O que se deseja num qualquer grupo é que ele funcione e se galvanize para bem de todos, no entanto, nunca é fácil, pode ser que resulte desta feita. A ver vamos.



Uma exposição colectiva coloca em comparação os trabalhos de uns e de outros, mesmo que não haja um fio condutor, nem um propósito estético convergente, como é o caso destes dez artistas integrantes do grupo “13 Luas”, mas quando colocados lado a lado e no mesmo espaço expositivo as comparações são inevitáveis, o que é sempre bom, perante as diferentes sensibilidades, percursos e objectivos.



O espaço onde está patente esta exposição merece uma chamada de atenção pela singularidade do edifício e da sua história. Recuperado, quase na sua totalidade, bem no centro da cidade de Tomar, é agora um museu industrial aberto, também, a exposições várias, para que haja um intercâmbio entre o passado definido pela maquinaria que se deseja preservar para memória futura, e, a modernidade com os eventos artísticos geradores de visitas continuadas. Olhar cada máquina que o pó cobre e a ferrugem ameaça, entrelaçada com arte contemporânea, é ver dois tempos e dois mundos tão diferentes, distantes e agora articulados, apenas porque é preciso saber valorizar o trabalho quer ele seja obra de uns ou de outros.







E vos deixo com as palavras do escritor russo Máximo Gorky que um dia disse, in Os Subterrâneos”:



“Quando o trabalho é um prazer, a vida é bela! Mas quando nos é imposto, a vida é uma escravatura.”


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

13 Luas











Vou, já nesta quarta-feira, participar numa nova exposição de pintura com seis trabalhos recentes, na cidade de Tomar, e integrado no grupo 13 Luas. É uma colectiva de escultores e pintores, unidos apenas pela proximidade geográfica, sem um conteúdo estético comum, nem propósitos artísticos semelhantes. Pessoas de diferentes formações, de idades desiguais, com objetivos artísticos díspares, mas que a distância uniu. Uns escassos 30 quilómetros separam uns dos outros e foi a proximidade que fez nascer este grupo, para que haja também um caminhar conjunto, onde os trabalhos de uns se articulem com as obras de outros e, as exposições se sucedam num caminhar não solitário, como é norma, mas com muitos mais.





As exposições de artes plásticas são em regra, quase sempre, eventos com poucas pessoas, mesmo nas galerias mais conceituadas, porque as características e os propósitos são apenas, para um nicho de interessados e, se o artista tem poucos amigos ou não é um nome apelativo, quase ninguém vê, porque, diga-se, as exposições são muitas, e um pouco por todo o lado, até em locais isolados, em povoados com pouca gente. Quando se percorre a Europa e se olha para o panorama artístico é preciso destacar a grande diferença que existe na proporção demográfica. Aqui, as nossas cidades são pequenas e com pouca população, ao contrário do que acontece em quase todo o espaço comunitário, donde o melhor meio para divulgar o que se faz é mesmo a internet, no entanto, ver diretamente uma obra tem outro alcance e é para isso mesmo que os artistas, quase todos, precisam de expor temporariamente, porque é preciso dizer que a arte é uma realidade palpável e sentida, do melhor que o Homem transporta.






E vos deixo com as palavra de Fernando Pessoa , in Ideias Estéticas:



“Só a arte é útil. Crenças, exércitos, impérios, atitudes – tudo isso passa. Só a arte fica, por isso só a arte se vê, porque dura.”

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Última semana













Mais uma exposição que acaba e onde mostro, pela última vez, algumas obras, porque, a partir de agora, seguirão outros caminhos, que não os públicos. O resultado final de expor os trabalhos são uma consequência lógica de querer que outros vejam como são as pinturas, publicitar o caminhar e permitir o contacto real em que é mais percetível a técnica, o jogo de cores e o impacto da presença física que lhe é inerente.



É preciso sempre acreditar que vale a pena lutar por um ideal, mesmo quando tudo é apenas um mundo próprio, com regras e proveitos gerados no pensamento de encantos e magia. É maravilhoso ter desejos de novas descobertas, de prazeres contínuos nascidos de criações tão pessoais, onde se faz a belo prazer o que se quer. Depois da obra feita o que fica é a crescente necessidade de continuar a procurar, porque é mesmo preciso procurar sempre, mesmo que tudo pareça desencontrado e sem sentido. O tempo faz o resto.




Acabada uma exposição outra já a nascer com novas peças, que serão apresentadas pela primeira vez já a partir do próximo dia 1 de março e que a seu tempo divulgarei. Agora, ainda vivo o presente revisitando o espaço, para comungar com os presentes e familiares um pouco de mim. Gosto de ver as pinturas espalhadas por espaços novos e tentar descobrir o jogo comunicativo entre elas e os observadores, porque a pintura só faz sentido se contagiar alguém.







E vos deixo com as palavras do escritor norte-americano Dan Brown que um dia disse:



“Aquilo que realmente importa é aquilo em que acreditas.”



terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Jogos de encantar
















Agora, e até ao final do mês, “Verdes são os campos” é a minha última exposição individual de pintura, exposta no Equuspolis/Museu Martins Correia, na Golegã. Depois seguir-se-ão outros espaços onde irei mostrar o que faço, mas integrado em colectivas.




Pessoalmente gosto, sobretudo, de mostrar o meu trabalho individualmente, todavia, reconheço que as exposições colectivas trazem mais público, porque, como é sabido, são sobretudo os amigos e familiares dos artistas que visitam os eventos artísticos e cada criador tem o seu grupo constante, porque são sempre momentos especiais de encontro, de confraternização e de amizade. Há exposições muito visitadas e outras quase sem viva alma e a razão não se prende só com a qualidade das peças, é, muitas vezes, um saber divulgar e cativar presenças.




Com muitos ou poucos visitantes procuro sempre fazer o mesmo: apresentar um conjunto harmonioso de obras que se enquadrem no espírito criativo do momento mais actual. O que para mim é fascinante é a descoberta constante que a pintura me traz e o múltiplos caminhos geradores de mais motivação e apêgo. Depois é sempre o mesmo rosário de queixume, mas o que quero é pintar e pintar e pintar. E, porque gosto tanto de ver nascer as formas através dos jogos de cor, me deixo encantar.




E vos deixo com as palavras de Simone de Beauvoir:



“É na arte que o homem se ultrapassa definitivamente.”

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Passeios de domingo (II)











Esboços para uma nova série pictórica





Viajando no tempo depressa se regressa ao futuro. O que ontem foi, hoje já era. Tudo sucede num frenesim de eventos e de muitos sonhos desfeitos, com algum proveito nas curvas do destino, isto tudo para dizer que a aprendizagem dos dias é constante e, o que conta mesmo, é o instante vivido e saboreado logo, depois fica a memória, quando fica.




De repente uma lembrança adormecida nos convés do pensamento renasce e toma outra dimensão e significado. Agora estou a iniciar os primeiros esboços para uma nova série pictórica, que só foi possível neste meu viajar entre memórias, desejos e esperanças. Está a começar uma homenagem à criança através de figuras - tipo de hoje e de ontem, pelo menos neste caldo cultural, onde se estratifica quem é quem. E lá surgem as recordações de pessoas que o tempo transforma mas que a minha pintura teima em fixar, para que faça sentido gostar do instante e dos que amamos tanto, mesmo no silêncio e na ausência.




Basta, para mim, às vezes tão pouco, para que o pouco ganhe um significado e consistência que ultrapasse, talvez, as barreiras e chegue longe, bem longe, porque um pequeno gesto, uma frase, uma linha podem alcançar outros patamares. O que me fascina na pintura, como tantas vezes digo, ela é um pedaço de mim, e eu só quero descobrir apelativos prazeres estéticos, onde faço surgir os que me rodeiam, procurando sempre mostrar o lado mais encantador da natureza humana, sem selva, nem artimanhas, porque a vida é breve e eu estou farto de negatividade.




E vos deixo com as palavras de Leonardo da Vinci que escreveu in “Tratado da Pintura” :



“A pintura é uma poesia que se vê e não se sente, e a poesia é uma pintura que se sente e não se vê.”




domingo, 29 de janeiro de 2017

Passeios de domingo












Das recordações que o tempo transporta, trago comigo os domingos, quer fossem eles de verão ou de inverno, com sol ou sem ele, eram sempre, como hoje, encantadores. Há uma magia que construí no fantasiar e que se simboliza pelo apego às coisas que gosto e me fazem ser aquilo que hoje mais me preenche.





Os passeios de domingo, nas várias fases da vida, carregam consigo tantos episódios que ficam sem histórias para contar e que, no entanto, são parte da riqueza que nos define. O vestir diferente, as idas obrigatórias a casa deste ou daquele familiar, as caminhadas perdidas e os olhares pelas montras das lojas convidativas ao consumo, as refeições plenas de doces e as mesas cheias de gente na cavaqueira do gostar de estar e, não poderia deixar de falar dele, do meu pai. As longas conversas e os passeios de domingo que ele adorava levar pela mão a minha irmã gémea. E hoje, como ontem, as mesmas cenas e o mesmo amor mas com outros intervenientes, porque tudo é um repetir na vertiginosa existência.




Hoje mostro dois desenhos que são parte daquilo que faço sempre na pintura: o retrato dos que me cercam.




Sejam felizes e aproveitem o domingo.




E vos deixo com as palavras do escritor e jornalista colombiano Gabriel García Márquez que um dia disse:




“A vida de uma pessoa não é o que lhe acontece, mas aquilo que recorda e a maneira como o recorda.” 

terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Na eterna procura










Cada um tem os sonhos que tem. Uns chegam longe porque conseguem, em vida - é o interessa -, o sucesso, a realização, o reconhecimento e as benesses que a notoriedade transporta; outros, por muito que lutem e trabalhem, nunca conseguem alcançar nenhum dos objectivos. Quer os notáveis quer os esquecidos, tudo se transforma num apagamento. As vidas, de cada um, são uma memória curta, mesmo quando se pensa nas figuras maiores, porque mesmo estas depressa as novas gerações as colocam no lugar da volatilidade da existência. E a questão que se coloca é  pertinente: porque querem tanto o apogeu e a fama, quando ela é tão efémera?



 O melhor, digam o que disserem, é ter algum reconhecimento, porque há caminhos que exigem alguma reciprocidade na comunhão de objectivos. Sem uma palavra e apenas com o silêncio como resposta o caminhar é dificílimo para todos, até para os perdidos. Se se trabalha tanto , independentemente da qualidade desse mesmo trabalho artístico ( é só dele que falo), há um motivo, uma razão maior para tanta entrega apaixonada: o prazer da concepção.



Penso muito nos prazeres da vida e nas opções de consumir o tempo, na voragem dos dias, e confesso que só encontro nesta obsessiva missão artística o alcance maior. Não sei porque gosto tanto de me refugiar na solidão do espaço confinado do ateliê, mas é como se ele fosse o universo todo, com tudo dentro, mesmo que o vazio seja a sua matéria.



Agora e durante dois meses perto de si (todos os caminhos vão dar à Golegã), no Equuspolis a minha exposição de pintura “Verdes são os campos”.







E vos deixo com as palavras do escritor sul- africano, John Tolkien que um dia disse:


“Aquilo que nós mesmos escolhemos é muito pouco: a vida e as circunstâncias fazem quase tudo.”

terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Mais uma exposição












 Agora, mais uma exposição de pintura de algumas das minhas obras. Num espaço relativamente pequeno mostro dez telas, umas pela primeira vez, e outras já conhecidas de anteriores eventos. Sou apologista de apresentar sempre novos trabalhos  e procuro que sejam apelativos para criar alguma expectativa, sobretudo, junto dos que me acompanham.



Pintar é um trabalho, no meu caso, quase sempre solitário, embora gostasse que não fosse assim. Longe vão os tempos em que os pintores tinham ( os que pintavam modelos) a presença física do retratado. Hoje com as novas tecnologias e por uma questão de custos e, até, porque quase ninguém quer estar horas sem se mexer para permitir que o artista vá pintando paulatinamente, a solidão do ateliê é uma constante. De tão constante que, porque o homem é um animal de hábitos, já não consigo fazer um traço com gente por perto, restando-me a solidão laboral...



Quando as inaugurações acontecem é o momento maior entre os que querem conhecer diretamente as obras, o artista e, obviamente, ver presencialmente a pintura. Há o lado mais encantador que é o ritual que já faz parte do meu caminhar artístico: o convívio pela noite dentro, onde a pintura dá lugar à conversação sobre este mundo e o outro. É a passagem do silêncio, da ausência de um tempo em que o trabalho exige rigor e dedicação, para o partilhar de outras emoções, com gente que essencialmente encontra nos prazeres artísticos um outro olhar.



Os meus amigos fazem já parte de uma casta onde nos encontramos nos cruzamentos de uns e outros. Nos dias de hoje cultivamos a paixão e a entrega nos imaginários passeios da vã glória. É um modo de estar em que se cultiva o gosto comum, num palco de muitos interesses e poucas oportunidades de relevo, mas o mais importante é gostar de pintar, porque o resto é mesmo o resto.





E vos deixo com as palavras do escritor austríaco Karl Kraus, que um dia escreveu:


“A carreira é um cavalo que chega à porta da eternidade sem cavaleiro.”