terça-feira, 13 de maio de 2014

É já ali.

 
 
 
 
 
 
 
 
 

Caminhar é preciso. Para onde não sei. É por aí, e é já ali, mesmo que seja muito longe, no tempo e no espaço, nesta ou numa outra dimensão, mas é já ali. Ali, ao virar da esquina do sonho. Ponto.

 

 

 

De convicções se faz este meu andar na procura da afirmação pictórica, que tem regras e caminhos que se desencontram tantas vezes. Entre verdades e enganos acontece o que acontece, que vale o que vale. E o caminho não tem fim. Felizmente. Ou não fosse o querer a força maior do caminhar, entre as luzes e as muitas noites de escuridão.

 

 

 

Até ao próximo sábado, nas rotas do destino, em Santarém “Elixir dos Amores”, no Centro Cultural Regional.

 

 

E vos deixo com as palavras de Khalil Gibran que disse um dia:

 





 

"Não se pode chegar à alvorada a não ser pelo caminho da noite."


 





 

 
 

sábado, 3 de maio de 2014

Exposição "Elixir dos Amores"

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

De 3 a 17 de maio, em Santarém, no Fórum Ator Mário Viegas, junto ao Largo Padre Francisco Nunes da Silva, de segunda a sexta-feira das 16 às 18:30 horas e sábados das 10:00 às 12:30 horas

 
 
 
 
 
 
 

“Elixir dos Amores” é uma exposição de pintura que, como todas as que faço, procura ser um olhar sobre a sensibilidade de cada um dos retratados, no estar com os outros. Ilustrar um tempo sem tempo, onde os modos de ser e estar são sempre iguais, por muitas voltas que o mundo dê, é o meu propósito. Porque há um espaço interior dentro de cada um que continua sempre igual, mesmo que tudo mude no edificado; porque a natureza humana tem os seus desejos íntimos, que são o que são, eternamente constantes hoje e amanhã; porque assim é, pinto como pinto e o que pinto. E mais quero pintar.

 
 
 

Desta feita, em Santarém, este conjunto de obras realizadas entre 2011 e 2014 prossegue na senda dos que me são próximos, ou que conviveram comigo e que se disponibilizaram para se incorporarem no meu processo criativo. Gosto particularmente de fazer retratos, sobretudo, pela singularidade formal de cada um, que, por si só, é aliciante traduzir com os meios pictóricos uma representação que ultrapassa o lado visual e, se incorpora nos meandros da especulação dos juízos de valor e dos modos de estar.

 
 
 

A pintura só faz sentido quando é comungada, e, é para isso que servem as exposições, embora hoje graças às novas tecnologias se possa partilhar muito do que se faz e chegar a tantos, de tão longe. A presença física perante as obras tem sempre um impacto diferente e dá a real dimensão estética e emblemática que elas encerram em si. Apareçam.

 

 

E vos deixo com as palavras de Émile Zola, in “Os Meus Ódios”:

 

"Uma obra de arte é um canto da criação visto através de um temperamento."



 


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Quarenta anos é muito tempo




















João Alfaro
 
“Encontro”
Pintura sobre tela de 50X50 cm de 2013
 
Pintura a expor em Santarém no Fórum Ator Mário Viegas a partir de 3 de maio.
 
 
 
 
De jovem cheio de sonhos a grisalho com os pés assentes no chão, é o que me resta dos imaginários cenários de fantasia, onde a pintura – razão para um caminhar – não se traduziu no expectável. Entre dúvidas e certezas, destes quarenta anos de pintar, reconheço que, no balanço, das encruzilhadas do destino, a entrega e o desejo ardente fazem parte de mim, por muito solitário e anónimo percurso que seja o meu, nunca vou desistir de ir por aí, pois é na edificação da obra plástica que encontro a serenidade e preencho muito de mim, nesta busca de encantos que é o viver com ambições, mergulhado nas cores e nas formas que gosto tanto.
 
Na procura com encontros e desencontros o tempo passou. Conheci tanto mundo que a memória se desfez de nomes e narrativas. Agora, confiscado a um espaço de trabalho, procuro encontrar novos motivos que me façam continuar na senda que me trouxe até aqui, dado que há sempre uma descoberta para fazer e o desejo de querer mais e mais, porque o tempo tem um tempo e é preciso preencher esse tempo e, nada melhor, para mim, que me cercar do que gosto de fazer, mesmo que a minha passada seja diferente.
 
 
 
E vos deixo com as palavras de Henry Thoreau:
 
"Se um homem marcha com um passo diferente do dos seus companheiros, é porque ouve outro tambor."


sexta-feira, 18 de abril de 2014

Elixir dos Amores

   








  
 
 
 
 
 
 
 
 
 
João Alfaro
Pinturas sobre tela
 
 
 
 
 
“Elixir dos Amores” é uma exposição de pintura a mostrar brevemente. Faltam 15 dias. É já no dia 3 de Maio (sábado) que se inaugura em Santarém, no Fórum Ator Mário Viegas. Dezoito obras compõem o leque pictórico de trabalhos realizados entre 2011 e 2014.
 
 Centrada na figura humana e na caracterização de modos de ser e estar, procuro que as telas traduzam com as cores e as formas da minha paleta, a ilustração das envolvências dos que me cercam. Gosto particularmente de ir descobrindo a magia única que cada um de nós tem e que só consigo, na pintura, mostrar o meu sentir sobre os outros e com os outros.
 
Num tempo de imagens, onde a vulgarização e a abundância dos mesmos estereótipos são norma, o que me seduz é a pesquisa constante em busca da singularidade e da edificação de um imaginário formal, que seja consistente, tanto quanto possível, num trajeto com um propósito identificativo, onde os valores plásticos sejam sedutores numa mescla de referências.
 
 
 
 
E, porque de encantos se faz a pesquisa artística, vos deixo com as palavras de Gustave Flaubert que disse um dia:
 
 
 
 
 
 "A moral da arte reside na sua própria beleza."
 




sexta-feira, 11 de abril de 2014

Fases

 
 




 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 João Alfaro

Pinturas sobre tela de 50X50cm, 2012

 

 

 

Pinturas a expor no mês de maio, em Santarém, no Fórum Ator Mário Viegas.

 

 

A pintura dá-me a serenidade, que perco quando as tintas e as telas andam longe. Dou por mim a não gostar de tanto: aborreço-me com as conversas sempre iguais; as análises sabidas por antecipação (mesmo com os amigos do costume); o previsível; a monotonia das ações, das frases feitas, do vazio e do conformismo. Quero mais. Quero descobrir e usufruir deste tempo que é só meu; quero sentir apenas o caminho da amizade, mesmo sabendo que é cada vez mais ingreme.  Falo, escrevo, faço, isto e aquilo, mas é na pintura que encontro o sossego e a forma de expressar o sentido da vida contada. É tão bom descobrir novos caminhos, e, é o que está a acontecer. A vida é bela quando a luz aparece ao fundo túnel e surge, quantas vezes, porque os olhos mudam de cor.

 

 

 

 

E vos deixo com as palavras de Dalai Lama que disse, segundo Tenzin Gyatso:

 

 

 

 "Acredito que o objetivo da nossa vida seja a busca da felicidade. Isso está claro. Quer se acredite em religião ou não, quer se acredite nesta religião ou naquela, todos nós buscamos algo melhor na vida. Portanto, acho que a motivação da nossa vida é a felicidade."

 
 
 


sábado, 5 de abril de 2014

Amores Juvenis

 
 
 









 

João Alfaro

Pinturas sobre tela de 50X50cm

 

 

 

 

Pinturas a expor no mês de maio, em Santarém, no Fórum Ator Mário Viegas.

 

 

 

 

Nas muitas histórias que os dias trazem e levam, umas merecem ser relembradas. Quando observo, aqui e ali, gestos e comportamentos tão banais, mas ricos de memórias vividas ou sentidas, tenho em mim o desejo de as ilustrar, por querer representar picturalmente o tempo vivencial. Estas telas, que irei expor brevemente, com esta temática, surgiram para completar um ciclo de olhares, dos muitos que durante um tempo fizeram parte dos meus dias, e que hoje são apenas penumbras ou imagens desfocadas. Graças à pintura procurei mostrar, com as minhas cores e as minhas formas pictóricas, a beleza e o encanto da inocência na aprendizagem dos amores juvenis, que ficam eternamente na memória de cada um, com o sabor de um tempo de sonhos.

 

 

 

E vos deixo com as palavras de Arthur Schopenhauer, in “Aforismos sobre a Sabedoria da Vida”:

 

"Vista pelos jovens, a vida é um futuro infinitamente longo; vista pelos velhos, um passado muito breve."



sábado, 29 de março de 2014

Silêncio

 
 
 
 
 
João Alfaro
“Posturas Privadas”, 2012
Pintura sobre tela de 100X100cm
 
 
 
 
João Alfaro
“Tão perto e tão longe”, 2012
Pintura sobre tela de 100X100cm
 
 
 
Pinturas a expor no mês de maio, em Santarém, no Fórum Ator Mário Viegas.
 
 
 
 
 
 
Tenho em mim o desejo de dizer o que me vai na alma, no entanto, sei que, por muito que fale, ficará ainda mais por dizer, e, tudo, porque não sou capaz de ilustrar verbalmente o meu sentir. Faltam-me sempre as palavras; as frases certas; o raciocínio lógico. Tudo em mim é confusão enorme quando me faço ouvir. A sequência do encadeamento assertivo dá lugar a um mesclado de frases soltas, de um embaralhado de referências e caminhos, e, por isso, me basto. Quanto menos falo, mais me satisfaço e melhor me sinto. Prefiro o silêncio, mesmo sabendo que gostaria de gritar bem alto; todavia, nada digo, para não me repetir. De silêncios faço os meus dias. Por isso pinto tanto… no silêncio.
 
 
 
 
 
 
E vos deixo com as palavras de François La Rochefoucauld que disse:
 
 
"A ausência apaga as pequenas paixões e fortalece as grandes."