sábado, 16 de novembro de 2013

1º dia.








  


 
 
 
 





 
"O Universo é o Sonho de um Sonhador Infinito."
 
 
                                                 Fernando Pessoa







 
 
 
 
 
Nasceu a ArtSpace João Carvalho. As portas abriram-se e o primeiro evento aconteceu. Muitos outros se seguirão ( se forças houver) e, se os caminhos da arte se encontrarem, com os desígnios do desejo, da criatividade e da oportunidade.
 
Neste andarilho que é a incerteza dos destinos, há sempre alguém que quer ir mais longe, percorrer outros caminhos, saborear outros paladares, porque não só de pão e água vive o Homem. Nas emoções que é o dia de cada um, a arte, com os enigmáticos mistérios de descodificar a Vida, é o ponto de encontro dos que procuram o belo, edificado na obra dos artistas.
 
A cada três meses uma nova exposição, um novo olhar, um novo modo de questionar os porquês da existência e da beleza. Pelo meio, haverá muitos outros eventos, para que a conjugação das variáveis artísticas seja um apelo à nobreza dos encantos, num ritual expositivo, fazendo da ArtSapce João Carvalho um espaço a visitar e a comungar.
 
E, vos deixo com um vídeo sobre os propósitos da ArtSpace João Carvalho, e o que foi o primeiro dia do sonho, tornado realidade.










 
 
 
 


sábado, 9 de novembro de 2013

Inauguração ArtSpace João Carvalho

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 

É, aqui, na Gouxaria – Alcanena, que começa, hoje, o projeto cultural que tem na ArtSpace João Carvalho a sua génese. Essencialmente é uma aposta na criação de eventos culturais, dentro do espírito da arte contemporânea, com o intuito de promover diversificadas atividades, recriando um espaço polivalente e gerador de intercâmbios entre os artistas, críticos e fruidores.

 

O primeiro evento é uma exposição com trabalhos escultóricos feitos em pele da autoria de João Carvalho e pintura em tela feita por mim. As portas vão abrir-se para mostrar o magnífico espaço, as suas condições expositivas e o que é a magia da arte. Neste percurso de muitas voltas que é o caminhar com as dúvidas e as certezas desfeitas, a esperança em chegar mais longe e acalentar novos ideais e novas iniciativas é o objetivo maior, para que faça sentido este caminhar, porque foi, por acreditar que há sempre uma luz ao fundo do túnel, que nasceu a ArtSpace João Carvalho.

 

 

E termino com as palavras de Héracles:

 

“O homem superior é o que permanece sempre fiel à esperança; não perseverar é de poltrões.”

 

sábado, 2 de novembro de 2013

Amostra




 

 
 






João Alfaro

Pinturas em tela





A uma semana de inaugurar uma exposição, culminando um longo processo construtivo, é chegado o momento de mostrar, num espaço condigno e com a apresentação desejada, aquilo que faz parte da minha identidade, enquanto apreciador e construtor de pintura contemporânea.

 

Como acontece com todos os artistas, apenas uma pequena parte das obras são mostradas, porque muito do que é feito nunca é exposto; ou porque são apenas estudos prévios e trabalhos menores; ou porque os espaços expositivos são sempre pequenos para as muitas peças concebidas; ou porque a temática subjacente, em cada evento, inviabiliza todas as obras que não se enquadrem no tema de referência da amostra. A 9 de novembro na ArtSpace, na exposição conjunta com o escultor João Carvalho,  o elo temático entre a pintura e a escultura tem, essencialmente, o nu como referente.

 

 

E, porque é preciso acreditar que os caminhos chegam ao  desejado lugar, para acalentar a ambição de manter acesa a chama inspiradora, neste contexto das muitas dúvidas que é o percurso artístico de cada um, vou apresentar, agora, as últimas obras. Entre o sonho, a fantasia e o mundo real, o que faço é seguir em frente, sabendo que é o presente vivido que conta e, esse é sempre o mais encantador, neste gostar de fazer, numa contínua paixão de criar, porque a minha luta tem por lema nunca desistir, para alguém ver, talvez, um dia. E gostar. Porque não?.

 

 

 

 

 

E vos deixo com as palavras de António Vieira:

 

“Sendo tão natural ao homem o desejo de ver, o apetite de ser visto é muito maior.”


Amostra



sábado, 26 de outubro de 2013

Nos caminhos da arte

 
 
 
 
 

Dos amores que a vida me prende, a pintura é um deles. Desde criança que trago comigo este desejo ardente de construir um imaginário artístico. As causas para esta entrega não as sei explicar, mas é graças a este empenho, que os meus dias são como são, e a luz tem a intensidade que tem, nos bons momentos e também nos outros. Nesta caminhada em que a razão maior é edificar uma expressão comunicativa, com os meios que o tempo e o modo me permite, vou agora mostrar, publicamente, alguns trabalhos recentes.

 

 Gosto da descoberta permanente que a pintura me dá, daí a constante busca em novas temáticas, novos processos e novas abordagens na arte de representar o belo - objetivo supremo – porque tudo tem mais encanto quando os olhos se enchem do maravilhoso e do fantástico, que se revelam, para mim, nos caminhos da arte.

 

“Nu Eterno” é uma exposição em parceria com o escultor João Carvalho em que, de um lado há, particularmente, o olhar das formas volumétricas e, do outro, a essência da cor, na abordagem aos encantos da beleza humana.

 

Este é o primeiro dos muitos eventos que se pretendem fazer na ArteSpace, com o propósito de criar diferentes elos estéticos, porque cada iniciativa engloba também a participação de outros criativos, neste intercâmbio das artes. Na inauguração – a realizar no dia 9 de Novembro – a música marcará presença com a atuação de vários  artistas. Em futuros eventos  participarão poetas, escritores e artistas de palco de acordo com cada temática.





E vos deixo com as palavras de Henri Bergson que disse:

 

“A vida é um caminho de sombras e luzes. O importante é que se saiba vitalizar as sombras e aproveitar as luzes.”

 


 

sábado, 19 de outubro de 2013

Não tenho tempo

 
 

 
 
 
 
 

João Alfaro

 

“Adonísia”, 2013
Pintura sobre tela de 120X100cm

 
 
 
 
 
 
 
 

Não tenho tempo. Nem hoje, nem amanhã, nem nunca. Nunca tive tempo. O meu tempo nunca foi meu. Foi sempre dos outros e das outras coisas. Levaram-me o tempo. O tempo meu. E, porque nunca tive tempo, vi passar o tempo. O tempo de fazer o que gostaria de fazer, mas não fiz, ou, pior ainda, não fui capaz de fazer. Muitos livros ficaram por ler, muita pintura por realizar, muita música por ouvir, muito sonho por concretizar. E tudo por causa do tempo, ou da falta dele. O tempo que não tenho e que gostaria de ter: passei anos sem dormir o tempo que gostava; de não amar os meus como adoraria no tempo certo; de não viajar pelos caminhos da paixão no tempo como aspirava. E o tempo passou. Resta-me, agora, pouco. E o que tenho agarro sofregamente, porque o que lá vai, lá vai. Foi o tempo que passou e não volta mais. Resta-me recordar. E é tanto. Agora é na pintura que esgoto o tempo, como se fosse a última esperança de dizer que ando num tempo, sem tempo. E é tanto o tempo. Tanto, tanto. E não tenho tempo.
 
 
 
 
 
E vos deixo com as palavras de Jean de La Bruyère que disse um dia:
 
“Aqueles que gastam mal o seu tempo são os primeiros a queixar-se da sua brevidade.”


sábado, 12 de outubro de 2013

Pensamentos perdidos

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

João Alfaro, 2012

Pinturas em tela de 100x100cm
 
 
 
 
 
 
 
 

 

Neste deambular, entre o recordar e o lagrimar, há um espaço de interrogações, que só o tempo dirá de sua justiça, com o aprender das vivências e os mutáveis desejos.
 
 



 

 



E, neste meu modo de respirar o sentimento que a memória transporta, vos deixo com "Gymnopédies" de Erik Satie.