segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Levitação




O progresso faz milagres. As invenções não param. E todos os dias surgem novas descobertas que nos transportam para outras vivências e modos de estar. E hoje já voamos como os pássaros. E iremos percorrer novos horizontes ultrapassando as barreiras físicas, as tais barreiras que a mente, desde sempre, percorre nos sonhos do inconsciente ou nos pensamentos mais intimistas. E assim levitamos por vontade própria indiferente às descobertas e à crítica social. Ainda bem.

Esta pintura em tela, de grande formato, é um retrato onde a levitação comanda a vida, indiferente ao meio e às limitações. Este trabalho procurou retratar o modelo e em simultâneo conjugar, através das cores, a horizontalidade formal e a representação do espaço mercê de tonalidades cinzas. História da Minha Pintura.

Recordo hoje as palavras do escultor do século XIX francês Auguste Rodin:
“Eu não invento nada, eu redescubro.”

E vos deixo com Mozart e “La Ci Darem La Mano” com as vozes encantadoras de Sheryl Crow e Pavarotti.


domingo, 13 de dezembro de 2009

Prazeres










Realidade e ficção misturam-se continuamente. Umas vezes viajamos com os pés bem assentes no chão. Outras, porém, saltamos de fantasia em fantasia, percorrendo este mundo e o outro, encontrando o modo certo de passar o tempo e esquecer as agruras. E entre estas duas realidades conquistamos as certezas da vida e os sonhos da fantasia. E ainda bem.


Estes desenhos que são meros esboços, em busca das primeiras ideias, procuram dar origem a pinturas cujo tratamento cromático e formal têm, naturalmente, outro acabamento e outras preocupações estéticas. Muitos destes registos dos meus blocos foram feitos nos locais menos aconselháveis, mas o desejo de desenhar é superior ao contexto. História da Minha Pintura.

Recordo hoje as palavras de Virgílio, in Éclogas”:

“Cada um é arrastado pelo seu prazer.”

E dos prazeres da vida a música é dos maiores e vos deixo com Mendelssohn e a mestria ao violino de Vengerov.


sábado, 12 de dezembro de 2009

A imaginação
















E. porque adoro começar o dia ouvindo as belas vozes, trago hoje a música de Verdi e a “Traviata”, aqui com o esplendor de Anna Moffo e Di Stefano.

Recordo hoje as palavras de Blaise Pascal :

“A imaginação tem todos os poderes: ela faz a beleza, a justiça, e a felicidade, que são os maiores poderes do mundo.”

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

O princípio





Há sempre uma razão. Há sempre uma explicação. Há, afinal, o desejo de justificar o porquê das coisas, mesmo que essa análise seja um engano ou até uma mentira. O que queremos é uma palavra, uma teoria, um retrato, um historial para acreditar ou fingir acreditar que sabemos.

O princípio do meu trabalho pictórico começa com o desejo de expor uma ideia. E vou construindo primeiro mentalmente cenários e contextos. Depois as linhas do desenho vão erguendo formas e destas, após vários estudos, passo para a aguarela ou para a pintura. É assim que eu trabalho. História da Minha Pintura.

Recordo hoje as palavras de Séneca, in “Cartas a Lucílio”:

“As ideias belas e verdadeiras pertencem a todos.”

E vos deixo com a música de Saint-Saens nascida de muito trabalho e de ideias geniais.


quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A primeira imagem




A primeira imagem vale o que vale e, às vezes, corresponde ao nosso acertado juízo crítico, outras vezes, como acontece tanto na vida, avaliamos mal e, no entanto, os instantes iniciais podem fazer toda a diferença. Concordamos ou repudiamos; aceitamos ou não; gostamos ou não; alinhamos ou não; pactuamos ou não. E é a diferença entre fazer parte ou não que nos leva pelos caminhos certos, ou errados que, o tempo, e sempre o tempo, assinala como correcto ou não. E tudo isto porque a primeira imagem nos marca e tomamos partido (quantas vezes) sem ver com olhos de ver.

Esta pintura é mais um dos muitos retratos que fiz e que me enchem de prazer ao criar as formas que identificam as personagens, quer pelas parecenças físicas, quer pelas posturas e sensibilidade que transparecem das formas, cores, sombras, texturas, claro-escuro, enquadramento e tema. Como é habitual, neste intrincado mundo onde a imagem domina, busco a tal imagem que faça a diferença. Como sempre procuro enquadramentos diferentes com as cores e as pinceladas do costume. História da Minha Pintura.

Recordo hoje as palavras de John Watson:

“O que nós fazemos é o que fazemos, e o que fazemos é o que o ambiente nos faz fazer”.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

O acervo










Juntamos isto e aquilo. E, pouco a pouco, as nossas casas ficam cheias. Cheias de trapos e de insignificâncias e, no entanto, valorizamos tanto as nossas coisas. Coisas que uns destinam ao lixo e outros às gerações futuras. Afinal é tudo uma opção de gosto. De gosto e de ganância. Ganância quando os interesses são muitos. Gosto quando a cultura fala mais alto. E assim o mundo roda entre a paixão pelo belo e a soberba por tudo e por nada.

Estas fotos são o meu acervo. São as minhas pinturas que nasceram da dedicação e da entrega. Foram muitas horas que na solidão fui pintando ouvindo música e pensando no destino dos homens e dos caminhos que a vida tece. História da Minha Pintura.

Recordo hoje as palavras de Anatole France:
“Por mais que busquemos, apenas nos encontramos a nós próprios”.

E vos deixo com Sarah Chang tocando Massenet e Thais”.


terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Palavras e outras histórias




Há Palavras Que Nos Beijam

“Há palavras que nos beijam
Como se tivessem boca.
Palavras de amor, de esperança,
De imenso amor, de esperança louca...”
Alexandre O´Neill, in “No Reino da Dinamarca”.

Estes desenhos, feitos com lápis de cor de diferentes tons, procuram enquadrar-se numa temática que me foi solicitada para ilustrar livros. Como observador atento do que me cerca registo os comportamentos e atitudes, dos que me são próximos, e que acabam por entrar na minha pintura. Estes desenhos são, como quase todos eles, meros esboços que me servem de apoio para a pintura mas numa escala maior. História da Minha Pintura.

E vos deixo com a voz de Franco Corelli e “O sole mio”.