terça-feira, 16 de junho de 2009

Momentos Para Sempre





Não quero, não devo, não sei. Sinceramente não sei. Não sei falar do que faço. Apenas e só quero dizer através das cores, das formas e da minha sensibilidade o que penso, como penso e porque penso assim. Detesto a violência, a arrogância e a ingratidão. Detesto tantas coisas e amo tantas coisas. Amo os meus, o meu trabalho e o ainda estar vivo.

Este espaço terminará no dia em que tiver a consciência do negativismo das questões. O lado mau está presente em muito lado. Aqui não quero. Aqui sou eu, os sonhos, os desejos e o conceito de belo. E vos deixo com umas linhas do Gillo Dorfles in Oscilações do Gosto:

“ Se o nosso comportamento para as obras de arte do passado muda com a modificação da nossa atitude perceptiva e dos nossos condicionamentos ambientais, não devemos descurar o facto de que muito frequentemente o que faz mudar o nosso comportamento perante obras de arte contemporâneas pode ser o aparecimento de novas técnicas e de novos media…”

Paletas





Para quem não sabe, a paleta é o princípio de tudo. É aqui que começa a pintura propriamente dita. Aqui se misturam as cores. Aqui se faz a primeira escolha quanto ao cromatismo a utilizar. Aqui se clarifica o modo de actuar e como actuar.
Sou muito descuidado, ou talvez não, quanto à importância das coisas, dos bens pessoais e dos seus significados. Um antigo coleccionador meu, ao ver, as minhas paletas, pediu-me uma, e confessou na altura que, dos “seus “artistas, fazia questão de ter também não só as peças pictóricas, mas também, o início de tudo - paletas. A lareira, da minha casa, deixou de ter, no Inverno, a combustão oriunda das paletas. Coisas da vida.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Espelho Meu





Muitas são as histórias sobre espelhos. Quando era ainda uma criança vi uma sala cheia de espelhos disformes. Eu, que até àquele dia, pensava que o espelho me dava a minha imagem tal como era, descobri apavorado que, afinal, os espelhos perante a mesma pessoa dão resultados diferentes.

Momentos Mágicos




William Shakeaspeare:
"Quando fala o amor, a voz de todos os deuses deixa o céu embriagado de harmonia."

domingo, 14 de junho de 2009

Caixa de Lápis




Adoro comprar todo o tipo de materiais para trabalhar no meu mundo das artes plásticas. São as telas, são os lápis, são as folhas, são as aguarelas, são as tintas, são os pincéis, é isto e aquilo. Sinceramente já nem sei se alguma vez terei oportunidade, desejo, ou capacidade para utilizar tudo. Gosto, gosto muito de mergulhar no meu espaço e, com a minha música, construir as imagens que fazem parte do meu ideal de afirmação social, no entanto, não me esqueço do que escreveu Fernando Pessoa no Livro do Desassossego:
"Saber que será má a obra que se não fará nunca. Pior, porém, será a que nunca se fizer. Aquela que se faz, ao menos, fica feita. Será pobre mas existe, como a planta mesquinha no vaso único da minha vizinha aleijada. Essa planta é a alegria dela, e também por vezes a minha. O que escrevo, e que reconheço mau, pode também dar uns momentos de distracção de pior a um ou outro espírito magoado ou triste. Tanto me basta, ou me não basta, mas serve de alguma maneira, e assim é toda a vida."


Livros







A evolução do mundo resulta, em primeiro lugar, da natureza humana; depois, depois outros factores contribuíram para que, hoje, se viva como se vive. Nuns sítios bem, noutros pessimamente mal. - E porquê? As justificações são mais que muitas. Das razões maiores, para compreender o progresso, encontro o saber acumulado. Essa transmissão de conhecimentos, que se pode fazer de modos diferentes, encontrou a forma ideal de comunicar, passando de geração em geração, através do livro. E, foi o papel, esse material milenar inventado pelos chineses, que criou as condições para a divulgação do saber.

O livro foi durante séculos o veículo por excelência do combate à ignorância e ao despotismo. Ainda hoje, apesar do aparecimento da internet, continua a ser (o livro) uma das muitas formas do saber. Apesar do seu inquestionável interesse e importância, a sua aquisição, continua a não ser acessível a muitos dos mortais. Desgraças à parte, o livro está em todo o lado e, com conteúdos para todos os gostos. Graças a ele -o Ocidente - vive como vive.

Como homem da imagem, acabei também por dar o meu contributo a uma das maiores invenções de sempre – o livro. Modesta, sem dúvida, a minha participação na decoração de trabalhos editoriais, mas sempre orgulhoso, porque digam o que disserem, para mim, um livro é, será sempre, um objecto cultural. Ele é o cheiro, ele é a forma, ele é o conteúdo, ele é a substância que nos transporta para outros mundos, para outra realidade.

Esta fotografia mostra alguns dos mais recentes trabalhos que fiz na promoção e divulgação da palavra e da imagem.

sábado, 13 de junho de 2009

O Primeiro Beijo





Há momentos únicos que, exactamente por serem únicos, fazem com que o significado da nossa existência tenha a importância que tem. E, as coisas da nossa vida valem o que valem porque funcionamos por códigos de conduta. Por outras palavras, o que nos rege de um modo e não de outro é, naturalmente, a postura cultural. É, ela, a cultura que nos comanda. Os usos e costumes, as tradições, os modos de estar e ser, o bonito e o feio, o certo e o errado constituem o caldo da cultura. De cultura se trata. Cultura!

O primeiro beijo é, por questões culturais, um momento mágico. É mágico, se, se enquadrar nos estereótipos pré-definidos que pressupõem o consentimento mútuo, o desejo e muitas outras situações e questões que não quero agora referir. O primeiro beijo é mágico e será sempre mágico. Ponto final.

Esta tela retrata esse momento.